Quarta-feira, Maio 13, 2009

O Amor não acaba apenas as pessoas que o sentem.

O Amor não acaba apenas acabam as pessoas que o sentem. Assim surge a morte, a morte do sentimento partilhado, a morte do sentimento individual, do sentimento único. Mas ele renasce todos os dias porque nascemos para morrer todos os dias amarfanhados no Amor, por vezes matámo-lo, por vezes alimentámo-lo, mas quantas e quantas vezes ele não floresce sozinho?... Perdemos as esperanças, deixamos de acreditar na possibilidade da sua existência, no entanto, quando menos esperamos estamos novamente emaranhados... Mas afinal o que é o Amor? A dor(que provoca)? A alegria(que nos traz)?O Amor é plural, não pode ser simplesmente individual, é que nada sou (somos?) sem companhia... No fim o Amor não é nada, mas é tudo o que faz a vida avançar... até a morte o parar.
Catarina Mendo - 2008

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Segunda-feira, Junho 23, 2008

FESTA DA ALEGRIA - XV Edição - 30º Aniversário - BRAGA

Nos próximos dias 19 e 20 de Julho irá realizar-se a XV edição da Festa da Alegria, que comemora o seu 30º Aniversário, e terá lugar no Parque de Exposições de Braga.
O título de Solidariedade - IF (ingresso na festa) terá o custo simbólico de 12,50€.
É sem dúvida um dos mais marcantes eventos da actividade do PCP e da JCP.
Festa que além do convívio tem toda uma vertente política e cultural, lugar onde se poderão assistir a diversos espectácuos musicais, teatro, debates, exposições, usufruir de uma vasta feira do livro e do disco, artesanato, assim como dos espaços gastronómicos.
Os artistas da Festa:
  • Blasted Mechanism
  • Kumpania Algazarra
  • Quadrilha
  • Uxu Kalhus
  • peixe : avião
  • Let the Jam Roll
  • Mineiros de Aljustrel
  • Cantares da Terra
Existirá também um espaço direccionado para a JCP que contará com bancas de materiais e bebidas, assim como com o palco da Juventude, onde decorrerá a Finalíssima Norte do Concurso de Bandas para o Palco Novos Valores da Festa do Avante!
Está disponível, a partir da página da DORBraga, toda a informação sobre a XV edição da Festa da Alegria.

Domingo, Maio 18, 2008

O ciclo da água

E foi assim...
Nada!
Tudo ficou nas meias palavras.
Os meios actos deram azo à incerteza.
Já era incerto.
Nada se resolveu
Nada evoluiu
Tudo permaneceu
Na permatura sensação
De que algo está errado
Algo devia tomar outra posição
Prosseguir de alguma forma.
A inabilidade de ambos.
O receio
De ter
De acontecer
De fazer
Dos outros
Dos pensamentos
O medo do que poderia ter acontecido.
O desconhecimento do ser humano.
A racionalização exagerada
Leva-nos a conclusões
E actos desesperados
De quem não sabe lidar com a situação.
Para não enfrentar
Suporta-se a vontade de actuar.
E assim evolui o desespero
A contacção do espírito
A ignóbil racionalidade
O talante de revelar-se.
Evapora-se assim
Mas a água existe sempre
Independentemente do estado
Voltará
E nada mudará.
Catarina Mendo
07/Fev./2008

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Em viagem...reminiscências I

Saudades ainda tenho
Deverias ser-me indiferente
Mas ainda nao o és
Por muito que tente
Continuas a fazer-me falta
A tua gentileza
A tua atenção...
Os planos nunca concretizados
Tudo permanece na memória
A vontade de regressar
Completar o incompleto
Dar fundamento ao passado
Tornar presente
Permanecer presente
Há questões às quais não tenho resposta
Queria ter
Tu não mas deste, nem dás.
Foi necessário ver algo perturbante
Pela primeira vez em muito tempo
Derramei aquilo que nunca deveria ter derramado
Nunca devia ter acontecido
Nunca deverias ter surgido na minha vida
Só me vieste perturbar...
Dias inteiros e um único pensamento
A vontade de esquecer
Mas a antítese permanece
Quero voltar a ter-te
Por mais um dia
Só meu, só eu no teu pensamento
Aí poderia ser tua mais uma vez
Um único dia
O pensamento num nós
Concretizar um todo
Efemeramente
E assim acabar
Sem passado, presente ou futuro
Esquecer tudo
Acabar com as saudades
Matar o sentimento!
Catarina Mendo
27/Abr./2008

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Em viagem...reminiscências II

Sentimento perdido
Vontade de recuperar
A vontade de sentir
Voltar ao brilhozinho dos olhos
Ter um objecto de dedicação.
Talvez um sentimento morto,
Morto pela desilusão
Desilusão de alguém que pensava ser diferente.
De volta à mágoa
Que persiste
Que não desiste de matar o sentimento...
E para quê sentir?
Basta viver, sobreviver
O final irá ser o mesmo
Utilizar todas as energias
(Todo o sentimento gasto por nada)
para coisas úteis
Que não impliquem a partilha deste
Mas se é a base...
A incoerência da desilusão
Dá azo à confusão.
Quero voltar a encontrar-te
Com alguma resistência
antes de voltar a perder-te
És o que faz todos os seres viver
Uns com mais outros com menos intensidade...
A fonte da vida emocional
O sentimento que desperta todos os outros
O pai e a mãe
A árvore.
A solução para voltar a mim
Com o sofrimento constante
Mas voltar a mim.
Não me sentir indiferente
Insensível.
A necessidade de ter algo que revolucione a minha vida
Que me desperte
Que me encontre.
Catarina Mendo
27/Abr./2008

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Sábado, Novembro 17, 2007

É sempre tarde de mais

Se um dia
O chão te disser
Que os teus passos
Penetram as sombras
Da sorte,
E os néons
Crepitam palavras
Em vãos de escada
Onde fintas a morte,
[Então] mil carros atravessam a tua vida
E a tua alma, que é de luz,
Foge das mãos,
Esconde-se em “Nãos”
Que o teu preço seduz.
É tempo de fechares os olhos
É tempo de pensares em ti
É tempo de fechares os olhos
É tempo de pensares em ti
E cada dia é um dia a mais para o céu
E para ti é sempre
Tarde demais
Tarde demais...
Tarde demais
Tarde demais...
Se uma noite
O fim te chegar
Na calada de um beijo
Tardio,
E os faróis
De um carro de prata
Te perderem na mata
Ou na bruma do cio,
Vais querer voltar ao princípio
Mas afinal só se nasce uma vez
E essa vez morreu.
E depois é tudo assim,
Um pouco louco,
Distante, constante
Essa dor, essa cor,
Que a vida te deu.
É tempo de fechares os olhos
É tempo de pensares em ti
É tempo de fechares os olhos
É tempo de pensares em ti
E cada dia é um dia a mais para o céu
E para ti é sempre
Tarde demais
Tarde demais...
Tarde demais
Tarde demais...
É cedo demais…
Pedro Abrunhosa

Segunda-feira, Novembro 05, 2007

Disarm

Disarm you with a smile And cut you like you want me to Cut that little child Inside of me and such a part of you Ooh, the years burn I used to be a little boy So old in my shoes And what I choose is my choice Whats a boy supposed to do? The killer in me is the killer in you My love I send this smile over to you Disarm you with a smile And leave you like they left me here To wither in denial The bitterness of one whos left alone Ooh, the years burn Ooh, the years burn, burn, burn I used to be a little boy So old in my shoes And what I choose is my voice Whats a boy supposed to do? The killer in me is the killer in you My love I send this smile over to you The killer in me is the killer in you Send this smile over to you The killer in me is the killer in you Send this smile over to you The killer in me is the killer in you Send this smile over to you
Smashing Pumpkins

Iris

And I'd give up forever to touch you
'Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
And sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know you're alive
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am

Goo Goo Dolls

Sexta-feira, Novembro 02, 2007

Morte

Vivo para morrer todos os dias,
uns com mais,
outros com menos...
A dita dor.
Escrevo na esperança de eternizar
o pouco que sou (fui)...
por ti.
Tu... ser que te intrometes no meu caminho
que me fazes mudar...
crescer (sentir-me pequenina) trazes-me alegrias (trouxeste)
tornas-me triste
Aquilo que um dia fui por ti...
não volto a ser...
A ulceração está intermitente...
estou prestes a morrer mais um dia...
com a dor que me deixaste sem entender porquê continuas a magoar...
as reminiscências dos dias mortos.
Eternizei-te!
mesmo morto o que foste, continua a tocar-me,
e cada dia que passa morre comigo e renasce novamente...
A incongruência do sentimento
torna esta a escrita possivel...
Autoria: Catarina Mendo
02/Nov./2007

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Sábado, Outubro 13, 2007

É tarde meu amor

"Quanta quanta coisa fica ainda por dizer?
Quanta quanta mágoa ficará por recordar?
Quem puder lembrar e a seguir esquecer
Não soube nunca ser não soube nunca amar.
Aqui vês tu em mim o desespero da secura
Aqui provas o fel do mal que me fizeste
O ódio e o orgulho é tudo o que perdura
É tarde meu amor
Morreste!"
Fernando Tordo

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Merda Química _ SuperNada

Tanta gente diz
Pouca gente tem homens
De ninguém sofrem
Então porque seja só por ti
Seja por alguém
Aceita partilhar o que não tens.
Tanta gente vê
Pouca gente diz
Coisas de ninguém
Seja e então porque ficas tão melhor
Quando és só alguém tentando partilhar o que não tens
Eu ainda penso
Eu ainda posso
Eu ainda penso
Eu ainda penso que vergonha temos nós de ver!
Merda química
Merda química
Que vergonha temos nós de ser
Mera química
Mera química
Que vergonha temos nós de ver!
Aguentar
Podia bem ser a nossa sina, não
Por não duvidar da nossa condição
Podia bem ser a nossa sina, não
Aguentar
Tu só precisas de uma razão
E voltas a ser o que os outros são
Podemos mudar a nossa sina, não!
E todos nós temos coisas para dar
Mas não sabemos sempre como fazer
Nem se queremos sempre fazer
Dure a ditadura do bem estar
O que eu sou não pago para ver
Não, não eu
Tanta gente diz
Pouca gente tem homens
De ninguém sofrem
Então porque seja só por ti,
Seja por alguém
Aceita partilhar o que não tens
Eu ainda penso
Eu ainda posso
Eu ainda penso que vergonha temos nós de ver!
Merda química
Merda química
Que vergonha temos nós de ser
Mera química
Mera química
Que vergonha temos nós de ver!
Merda química
Merda química
Merda química
Merda química
Merda química
Merda química
Merda química

Quarta-feira, Agosto 15, 2007

ANARQUISTA DUVAL

Pela estrada fora vinha um homem
Encoberto pelas sombras da noite
Alguém lhe perguntou o nome
«Sou uma miragem, Dizem que semeio o caos e a destruição
Como o vento semeia as papoilas
O meu nome é... Liberdade»
Vinha pela estrada fora a Liberdade
Encoberta pela noite das sombras
«Sabes quem eu sou?» perguntou ao candeeiro
«És uma miragem
E pertences ao livro dos sublinhados provocadores
Que são os poetas
Almas sonhadoras»
«Anarquista Duval:Prendo-te em nome da lei!»
«E eu suprimo-te em nome da Liberdade!!»
Sublinhados provocadores iam pela estrada fora
Carregando o livro das sombras
Da noite só restava o candeeiro
Encoberto
[Adolfo Luxúria Canibal / Carlos Fortes - Zé dos Eclipses]

Segunda-feira, Julho 23, 2007

Só gosto de ti...

Sentado no queixo
E ver ao longe o mar
E a ponte sobre o Tejo...
Se é tão bonito...
É por causa de ti,
É deste meu desejo,
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!
Só gosto de ti
Porquê?!...Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!
Ali vai o paquete,
Aqui passa o navio,
Lá vão eles viajar,
Se tu aqui estivesses,
Gostavas como eu,
Gostavas de os ver passar...
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!
Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!
Lá,lá,lá,lá,lá,lá,lá,lá,lá,lá,lá,lá,lá,lá,lá...
Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!
Heróis do Mar

Segunda-feira, Julho 16, 2007

Tortura

Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida verdade, o Sentimento!
-- E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...
Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
-- E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...
São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!
Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!
Florbela Espanca

Amor que morre

O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!
Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...
Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.
E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!
Florbela Espanca

Terça-feira, Junho 19, 2007

Canção de Engate_António Variações

Tu estás livre e eu estou livre
e há uma noite para passar
porque não vamos unidos
porque não vamos ficar
na aventura dos sentidos
tu estás só e eu mais só estou
que tu tens o meu olhar
tens a minha mão aberta
à espera de se fechar
nessa tua mão deserta
vem que o amor
não é o tempo
nem é o tempo
que o faz
vem que o amor
é o momento
eu que eu me dou
em que te dás
tu que buscas companhia
e eu que busco quem quiser
ser o fim desta energia
ser um corpo de prazer
ser o fim de mais um dia
tu continuas à espera
do melhor que já não vem
e a esperança foi encontrada
antes de ti por alguém
e eu sou melhor que nada

Segunda-feira, Junho 11, 2007

Vitímas de Hiroshima...a estupidez humana ao mais alto nível...

Vitinho...bons velhos tempos:D

Medo de Amar

Você diz que eu te assusto
Você diz que eu te desvio
Também diz que eu sou um bruto
E me chama de vadio
Você diz que eu te desprezo
Que eu me comporto muito mal
Também diz que eu nunca rezo
Ainda me chama de animal
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo de você
Você tem medo de querer...
Você diz que eu sou demente
Que eu não tenho salvação
Você diz que simplesmente
Sou carente de razão
Você diz que eu te envergonho
Também diz que eu sou cruel
Que no teatro do teu sonho
Para mim não tem papel
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo de você
Você tem medo de querer...
...me amar!
Adriana Calcanhotto

Domingo, Junho 10, 2007

Embeleza a tua vida com pensamentos e palavras. Procura descobrir quais são os pensamentos que te embelezam a vista e que, ao transformarem-se em palavras, oferecem esta beleza aos outros.
Noel Clarasó

Sábado, Junho 09, 2007

Sócrates Milagreiro

A estupidez...

A propriedade privada tornou-nos tão estúpidos e limitados que um objecto só é nosso quando o possuímos.
Karl Marx

Curiosidade

Há diversos tipos de curiosidade; uma de interesse, que nos leva ao desejo de aprender o que nos pode ser útil, e outra, de orgulho, que provém do desejo de saber o que os outros ignoram.
Joseph Addison

Quinta-feira, Maio 31, 2007

A culpa é da vontade

A culpa não, não é do sol
Se o meu corpo se queimar
A culpa não, não é do sol
Se o meu corpo se queimar
A culpa é da vontade
Que eu tenho de te abraçar
A culpa não, não é da praia
Se o meu corpo se ferir
A culpa não, não é da praia
Se o meu corpo se ferir
A culpa é da vontade
Que eu tenho de te sentir
A culpa é da vontade
Que vive dentro de mim
E só morre com a idade
Com a idade do meu fim
A culpa é da vontade
A culpa não, não é do mar
Se o meu olhar se perder
A culpa não, não é do mar
Se o meu olhar se perder
A culpa é da vontade
Que eu tenho de te ver
A culpa não, não é do vento
Se a minha voz se calar
A culpa não, não é do vento
Se a minha voz se calar
A culpa é do lamento
Que sufoca o meu cantar
A culpa é da vontade
Que vive dentro de mim
E só morre com a idade
Com a idade do meu fim
A culpa é da vontade
António Variações

O que me importa

"O que me importa seu carinho agora
Se é muito tarde para amar você
O que me importa se você me adora
Se já não há razão pra lhe querer
O que me importa ver você sofrer assim
Se quando eu lhe quis você nem mesmo soube dar amor
O que me importa ver você chorando...
Se tantas vezes, eu chorei também
O que me importa sua voz chamando
Se pra você jamais eu fui alguém
O que me importa essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar tem mais tristezas pra chorar que o seu...
O que me importa ver você tão triste
Se triste fui e você nem ligou
O que me importa seu carinho agora
Se para mim a vida terminou
Terminou... terminou..."
Marisa Monte

Sábado, Maio 26, 2007

Intermezzo

Hoje não posso ver ninguém:
sofro pela Humanidade.
Não é por ti.
Nem por ti.
Nem por ti.
Nem por ninguém.
É por alguém.
Alguém que não é ninguém
mas que é toda a Humanidade.
António Gedeão

Quinta-feira, Maio 17, 2007

Um mágico no peito

Um dia tudo acaba
Sem perceberes porquê,
Num acorde de guitarra
Vês o mundo
Mas ninguém te vê.
As sombras
Que falam,
Te ouvem
E dizem:
«Eu sou a noite».
Então sentes o frio
Duma qualquer cidade aberta,
Sabes que as ruas estão contigo,
Só o teu corpo está em parte incerta.
O vento
Que gritas,
Mais alto
Que o nome,
Que o medo de ti...
Desenhos,
Desejos,
Nos lábios,
No sangue
Duma parede qualquer.
E sobre a mesa um mar fechado,
Uma aguarela feita de luz,
Um passado nunca acabado,
E um beijo que alguém depôs.
Palavras,
Traídas,
Que fogem
E dizem:
«Não me deixes nunca».
Aqui o tempo não é tempo,
É só um chão que ninguém pisou,
Trazes um louco no pensamento
E um Verão que se eternizou…
Estradas
Que soltas
Dos olhos,
Dos mundos
Que trazes em ti...
Desenhos,
Desejos,
Nos lábios,
No sangue
Duma parede qualquer.
Há um mágico
Que não cabe nas tuas mãos,
Trá-lo no peito
Com a força do trovão.
E cada passo
É mais distante do que o que vês,
Talvez bastante,
Talvez discreto
Para mostrar quem tu és.
Mágico……
Pedro Abrunhosa

Segunda-feira, Maio 14, 2007

Amador sem coisa amada

Resolvi andar na rua
com os olhos postos no chão.
Quem me quiser que me chame
ou que me toque com a mão.
Quando a angústia embaciar
de tédio os olhos vidrados,
olharei para os prédios altos,
para as telhas dos telhados.
Amador sem coisa amada,
aprendiz colegial.
Sou amador da existência,
não chego a profissional.
António Gedeão

Quarta-feira, Maio 09, 2007

Pudesses ter olhos para ver
Pudesses ver com olhos de ver
Pudesses não ter os olhos que não te permitem ver.
Sentir...
(A base)
A clareza obscura do sentimento
Admitir...
A perda, a derrota.
A segurança era falsa.
Saber que estivemos perto de alcançar...
Não tivesses olhos outros que te encantam
Visses olhos estes encantados.
Tivesse visto.
A cegueira, o mal de ambos
Perante a ignorância do que poderia ter sido permaneceremos...
Escrevo por mim
(pensando por ti)
Melhor ficaremos.
Pudesses ver o que escrevo
Nada iria mudar
O que foi nosso acabou
O tempo terminou
Um grito mudo...
Irás ouvir
Quando me vires partir
Guardando tudo o que passou.
Autoria:Catarina Mendo
09/05/2007

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Sábado, Março 17, 2007

as 7 coisas que...

Este "post" surge como resposta a um desafio que me foi proposto.
7 coisas que faço bem: >Chatear: sou perita no assunto...que o digam os que lidam comigo diariamente... >Ser arrogante: admito as evidências... >Ser Teimosa: muito...tenham lá paciência... >Entrar em Stress: por tudo e com todos... >Ler: tento não ler coisas ridiculas... >Cozinhar: alguns dizem que sim... >Organizar: dentro dos possiveis tento ser perfeccionista...
7 coisas que não faço ou não sei fazer: >Escrever: e adorava saber fazê-lo... >Falar: sou muito trapalhona e por vezes meto os pés pelas mãos... >Ter Paciência: quero tudo para ontem...sou muito anciosa... >Pensar "correctamente": o meu pensamento já deu mais de 15 voltas a ponderar os prós e contras do que está a decorrer num determinado momento... >Ficar a "dever" favores: sou demasiado orgulhosa para isso... >Ver certos canais televisivos: TVI...e alguns por cabo... >Ignorar alguém que precise de ajuda: não consigo passar ao lado quer conheça ou não...
7 coisas que me atraem no sexo oposto: >Olhar: meigo, misterioso, profundo, atento... >Sensibilidade: não tem nada a ver com o ser "gay"... >Mãos: há que saber tocar... >Saber dar atenção: isto toca-me... >Sorriso: quente e "acolhedor"... >Quando sabe pedir desculpa: demonstram ter carácter... >Que não dê grande importância às aparências: não me interessam os futeis...
7 coisas que digo diarimente: >Olá, Bom Dia! >Se faz favor. >Obrigada! >'Tou, diz... >Olha uma coisa... >O quê? >Boa Noite!
7 atrizes/actores: >Jonhny Deep >Julia Roberts >Gael Garcia Bernal >Eddie Murphy >Gérard Dépardieu >Bruce Willis >Haley Joel Osment

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Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

O importante é transformar a paixão em carácter. (Franz Kafka)

Perdoar é o valor dos valentes. Somente aquele que é bastante forte para perdoar uma ofensa, sabe amar. (Mahatma Gandhi)

Só os pormenores são importantes. (Thomas Mann)

Terça-feira, Janeiro 16, 2007

"Desenho da Prisão"

Álvaro Cunhal

Sábado, Janeiro 06, 2007

Circo de Feras

A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Esconde-se à espreita
Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo
Enquanto esperava no fundo da rua
Pensava em ti e em que sorte era a tua
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
De modo que a vida
É um circo de feras
E uns entre tantos
São as minhas feras
Nunca dei um passo
Que fosse o correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo
Enquanto esperava no fundo da rua
Pensava em ti e em que sorte era a tua
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Quero-te tanto...(quero-te tanto)
Xutos & Pontapés

Terça-feira, Dezembro 26, 2006

Quando te cuido
Sinto
Quando te vejo
Preciso-te
Quando te toco
Esvai-se toda a necessidade de ti
Estou perto de ti e…
Imagino dizer-to
Qual a tua reacção?
Qual a minha posição?
Não te irei dizer…
Não ficarás a saber
É preferível
Não vou…mas quero sê-lo
Porque me iludi
Mesmo sabendo que era uma mera criação imaginária
É a frustração? Não… é a solidão de mim
Isolo-me de mim
Isolo-me de ti
Sou sem dúvida um ser fora do comum
Quero tudo
Luto por tudo
Sofro por tudo
Quando tenho oportunidade de atingir algo
Fujo, escondo-me e passo despercebida
Não quero ser qualquer uma
E sei que o não sou
Mas…
Tenho necessidade de desaparecer quando estou a ser alguém especial
Tenho eu a noção disto tudo e não mudo
Não gosto de mudanças
Mas sou contraditória
Eu luto por mudança
E quero a mudança mas…prendo-me ao passado
Há algo que me acorrenta
Quando terminará a minha pena?
Eu luto pelo que acredito
Talvez por não acreditar que te posso ser diferente
Me acorrente ao passado
De alguém que me é diferente mas para quem eu sou indiferente
Penso demais
Desejo demais
Quero tudo intensamente
Quando se aproxima a intensidade…
Desapareço com a chama que fez acender a intensidade
Tento deixar de pensar
Mas se o fizer…
Matar-me-ei interiormente…
E aos poucos vou fazendo-o
Deve ser a depressão
Mas sou forte e vou ultrapassá-la
Tenho a noção da realidade
Mas insisto em tentar transformá-la em sonho
Embora lute e acredite no contrário
Sou uma triste…
Com um travo de alegria melancólica…
E assim termino esta espécie de desabafo intermitente.
Autoria: Catarina Mendo
23/Set./2006

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Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

É Absurdo Falar da Ignorância da Juventude

Para recuperar a minha juventude era capaz de fazer tudo no mundo, excepto ginástica, levantar-me cedo, ou ser respeitável. A Juventude! Não há nada que se lhe compare. É absurdo falar da ignorância da juventude. Hoje em dia só tenho algum respeito pelas opiniões das pessoas muito mais novas do que eu. Parecem-me estar à minha frente. A vida revelou-lhes a sua última maravilha. Quanto aos velhos, contradigo-os sempre. É uma questão de princípio. Se lhe pedirmos opinião sobre uma coisa que aconteceu ontem, eles dão-nos solenemente as opiniões correntes em 1820, quando as pessoas usavam golas altas, acreditavam em tudo e não sabiam absolutamente nada.
Oscar Wilde, in 'O Retrato de Dorian Gray'

Sábado, Dezembro 09, 2006

A Organização Revolucionária da Juventude

Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

Domingo, Novembro 26, 2006

Até quando!

Aceitem a diferença!

Terça-feira, Novembro 21, 2006

Vácuo

Que te posso eu dizer
Algo que não deva
Tudo o que quero
Nada do que me permitem
Não sei
Não quero saber
Fico neste dilema
E nada se faz
Tudo se concretiza
Só em pensamentos
E na realidade?
No que julgamos ser a realidade
Mas...
O que se passa afinal?
Tudo?...
Não!
Nada...
Autoria: Catarina Mendo
26/08/2006

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Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Frustração

A frustração é um estado de tensão contra o qual o indivíduo afectado canaliza a sua energia, de forma mais ou menos determinada, para o eliminar ou mesmo para o evitar.
A Frustração pode dar-se por:
>ausência de um objecto
>encontro de um obstáculo na via da satisfação dos desejos
Alguém definiu Frustração como: "algo que ocorre sempre que o organismo encontra um obstáculo, ou uma obstrução, mais ou menos insuperável, no caminho que conduziria à satisfação de uma necessidade vital qualquer"
(adaptado)

Terça-feira, Outubro 31, 2006

Crueldade Laboral

Domingo, Outubro 29, 2006

Todos Amam Precisamente o que lhes Falta

Todos amam precisamente o que lhes falta. A escolha individual, que se funda nessas considerações meramente relativas, é bem mais determinada, mais decidida e mais exclusiva do que a escolha que se baseie em considerações absolutas; é desses aspectos relativos que vulgarmente nasce o amor de paixão, enquanto os amores comuns e passageiros só são guiados por considerações absolutas. Nem sempre é a beleza regular e perfeita que dá origem às grandes paixões. Para uma inclinação verdadeiramente apaixonada é necessária uma condição que só nos é possível descrever através de uma metáfora tirada à química. As duas pessoas devem neutralizar-se uma à outra, tal como um ácido e uma base alcalina num sal neutro.
Arthur Schopenhauer, in 'Metafísica do Amor'

Pressure

As the pressure grows and these feelings flow
trample on bodies, bodies in holes of faith
times I've asked the lord for forgiveness
while kept under a spell of a sweating locust's breath.
No need to tell me 'cos its written on your face
sliding down now with the black lights shining
I don't care where you go you won't get away from me
black as the night is day filled with no sympathy
marching down the hall for a misery
I don't care where you go you won't get away from me...
Mouth tastes of sick stomach twisting inside
everything's wrong and I can't get away
the gravity of fear you can feel it coming near
it's coming straight for you it'll twist and drag you down
I don't care where you go you won't get away from me...
By: Anathema

Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Prá não dizer que não falei de flores

Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais braços dados ou não,
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Caminhando e cantado e seguindo a canção,
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,
Pelos campos a fome em grandes plantações,
Pelas ruas marchando indecisos cordões,
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão,
E acreditam nas flores vencendo o canhão,
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,
Há soldados armados, amados ou não,
Quase todos perdidos de armas na mão,
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão,
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Somos todos soldados, armados ou não,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais, braços dados ou não,
Os amores na mente, as flores no chão,
A certeza na frente, a história na mão,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Aprendendo e ensinando uma nova lição,
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
by Geraldo Vandré

Terça-feira, Outubro 10, 2006

Amigos

Sábado, Setembro 30, 2006

Se os Tubarões Fossem Homens

"Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentís com os peixes pequenos.

Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas no mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.

Eles cuidariam as caixas para que tivessem água sempre renovada e adoptariam todas as medidas sanitárias possiveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria um curativo a fim de que não moressem antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.

Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guelra dos tubarões.

Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. Aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.

Eles seriam ensinados de que o acto mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que zelam pelo belo futuro dos peixinhos.

Incutir-se-ia nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.

Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista. E denunciar-se-ia imediatamente os tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.

Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre si a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.

As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam aos peixinhos que, entre os peixinhos e outros tubarões existem gigantescas diferenças. Eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que se entendessem um ao outro.

Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.

Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, haveria belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelras seriam representadas como inocentes parques de recreio, nas quais se poderia brincar magnificamente.

Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valiosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelras dos tubarões.

A música seria tão bela, tão bela, que os peixinhos sob seus acordes e a orquestra na frente, entrariam em massa para as guelras dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos.

Também haveria uma religião ali.

Se os tubarões fossem homens, eles ensinariam essa religião. E só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.

E ainda, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.

Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões, pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar. E os peixinhos maiores que detetivessem os cargos zelariam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiros da construção de caixas e assim por diante.

Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens."

(Adaptado)

Bertold Brecht

Quinta-feira, Setembro 28, 2006

Metamorphosis of Narcissus

Auto-Retrato

A Persistência da Memória_Salvador Dali

Terça-feira, Setembro 26, 2006

Pasión

No me olvides
yo me muero
Amor
mi vida es sufrimiento
Yo te quiero en mi camino
Por vos cambiaba mi destino
Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas
ganas prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos.
Tengo un corazón penando
Yo sé que vos lo está escuchando
Con mil lágrimas te quiero
Pasión sos mi amor sincero
Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos
Rodrigo Leão

Aldeia Global

anda eufórica toda a gente com a era da informação fechada emcasa ligada à rede ou grudada à televisão na vertigem dasnotícias em constante circulação sempre mais e mais depressatornou-se a grande obsessão "é a aldeia global" - explicam numjúbilo imbecil, prontos a desfilar o rosário de maravilhas dosnovos tempos, sem discernirem que aldeia sempre foi o sinónimode isolamento e conformismo, de mesquinhez, aborrecimento emexerico e que, de qualquer modo, o que verdadeiramente importase mantém secreto. do além-mar ou da máfia julgam que tudo sepode saber economia ou política? o difícil é o escolher crimesde sangue relatos de amor são mais fáceis de perceber "é a aldeiaglobal" - explicam num júbilo imbecil, prontos a desfilar orosário de últimos acontecimentos, sem discernirem que,contrariamente ao mundo observado directamente, em que a relaçãocom o real é absoluta, estão a consumir meros resumossimplificados da realidade, manipulados num fluxo de imagens deque são simples espectadores e cuja escolha, cadência e direcçãonão controlam nem têm possibilidade de verificar a veracidade eem que, finalmente, no frenesim meticulosamente planeado dedados surpreendentes, o que verdadeiramente importa se mantémsecreto. o que importa é saber onde raio se oculta o poder
Mão Morta

Terça-feira, Setembro 19, 2006

Ao Retrato de Catarina

Esses teus olhos enxutos
Num fundo cavo de olheiras
Esses lábios resolutos
Boca de folhas inteiras
Essa fronte aonde os brutos
Vararam balas certeiras
Contam certa tua vida
Vida de lida e de luta
De fome tão sem medida
Que os campos todos enluta
Ceifou-te ceifeira a morte
Antes da própria razão
Quando o teu altivo porte
Fazia sombra ao patrão
Sua lei ditou-te a sorte
Negra bala foi teu pão
E o pão por nos ter semeado
Com nosso suor colhido
Pelo pobre é amassado
Pelo rico só é repartido
Tanta seara continhas
Visível já nas entranhas
Em teu ventre a vida tinhas
Na morte certeza tenhas
Malditas ervas daninhas
Hão-de ter mondas tamanhas
Searas de grã estatura
De raiva surda a vingança
Crescerão da tua esperança
Ceifada sem ser madura
Teus destinos Catarina
Não findaram sem renovo
Tiveram morte assassina
Hão de ter vida de novo
Na semente que germina
Dos destinos do teu povo
É na noite negra negra
Do teu cabelo revolto
nasce a Manhã do teu rosto
No fundo de olhos posto.
Carlos Aboim Inglez

O Sorriso

"Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso."
Eugénio de Andrade
in: Cumplicidades de Verão

Friends Will be Friends

[...]It's not easy love, but you've got friends you can trust,
Friends will be friends,
When you're in need of love they give care and attention.
Friends will be friends,
When you're through with life and all hope is lost,
Hold out your hand'cos friends will be friends - right till the end.[...]
by: Queen

“Todos os dias agora acordo com alegria e pena.
Antigamente acordava sem sensação nenhuma, acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho,
Não sei o que hei de fazer das minhas sensações.
Não sei o que hei de fazer comigo sozinho.
Quero que ela me diga qualquer coisa para eu acordar de novo.”
Alberto Caeiro

Terça-feira, Setembro 12, 2006

Declamação de Prosa e Poesia "em voz alta"

O Prazer de Ler
"Porque um livro não é só um amigo, mas também uma necessidade sócio-cultural, a Câmara Municipal de Barcelos pretende incutir nos mais jovens a prática da leitura. Atenta ao facto da ausência de leitura constituir um grave problema da sociedade actual, a autarquia barcelense pretende com este programa “promover, difundir e incentivar os hábitos de leitura, junto da população local”[…] Esta formação tem ainda como objectivo perpetuar o imaginário popular barcelense, ao dar a conhecer a obra de alguns autores do concelho. […] Esta iniciativa contribuirá para a promoção de textos e obras de barcelenses. Isto, porque serão privilegiados livros, poesias, textos, contos e lendas de autores locais."
in: a Voz do Minho (adaptado)

Quinta-feira, Setembro 07, 2006

No Comicio

A multidão da Festa...a melhor festa do mundo

Quarta-feira, Setembro 06, 2006

in Festa do Avante

Quinta-feira, Agosto 31, 2006

A profundeza do teu ser

O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.
O que for o teu desejo, assim será tua vontade.
O que for a tua vontade, assim serão os teus actos.
O que forem os teus actos, assim será teu destino.
Brihadaranyaka Upanishad IV, 4.5

Quarta-feira, Agosto 30, 2006

Convite_Pluto

Sim não falo só por mim
Eu quero-te a provar do que é teu
Agora sim eu falava do que eu sinto
É por força do desejo ser eu
Por força do que é meu
És tudo o que eu vejo
Ontem tudo o que eu queria era subir ao teu corpo
Eu passei no teu medo e esqueci o teu ego
És tudo o que eu vejo
Ontem tudo o que eu queria era subir ao teu ego
Eu passei no teu medo e esqueci o teu corpo
És tudo o que eu vejo
De repente o assunto é assunto
E tu mergulhas bem fundo fugindo do amor
Cá estarei no fim dessa espera até ao tempo do que era
E não volta a ser
Sim não falo só por mim
Eu quero-te a provar do que é teu
Agora sim eu falava do que eu sinto
É por força do desejo ser eu
Por força do que é teu
És tudo o que eu vejo
Agora desisto
Sempre que eu insisto
Eu esqueço que existo
Isto é só um convite

Terça-feira, Agosto 29, 2006

Teoria das Marés

Calidamente nua,
sob o vestido leve,
tua carne flutua
no desejo que teve.
Timidamente nua,
revelas, num olhar,
em minhas mãos, a lua
que te fez oscilar.
David Mourão-Ferreira

Domingo, Agosto 27, 2006

Gandhi

"Olho por olho...e o mundo acabará cego."

Erasmo de Roterdão

"Rir de tudo é coisa dos tontos, mas não rir de nada é coisa dos estúpidos."

Comércio Justo_Informação

Comércio Justo o que é?
Uma parceria entre consumidores e produtores num comércio com princípios e com justiça.Sabia que o Comércio Justo...
Garante um salário digno aos produtores (operários) protegido das manipulações do mercado;
Estabelece relações comerciais duradouras, paga o produto por adiantado e permite a planificação a longo prazo;
Rejeita a exploração laboral das crianças;
Defende que para igual trabalho, igual remuneração, Homem ou Mulher;
Permite que a produção realize uma exploração sustentável dos recursos naturais, de forma a que possam ser utilizadas também por gerações futuras;
Promove a criação de associações, micro-empresas e cooperativas que potenciam o desenvolvimento das sociedades rurais;
Assegura que os produtores dediquem uma parte dos seus lucros às necessidades básicas das suas comunidades: saúde, educação, formação laboral, etc. Sabia ainda que...
Existem cerca de 3000 lojas de Comércio Justo na Europa, onde se empenham 96000 voluntários e 4000 trabalhadores;
Também você pode fazer parte da cadeia de solidariedade e justiça circuito do Comércio Justo.
Lojas da Alternativa A Alternativa tem duas lojas uma em Barcelos, inaugurada a 12 de Abril de 2003 e outra em Braga, inaugurada a 18 de Setembro de 2004.

Sexta-feira, Agosto 25, 2006

Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.
Bertolt Brecht

Quinta-feira, Agosto 24, 2006

FESTA DO AVANTE 2006 "A vida são dois dias e a Festa do Avante são três"

Artistas da Festa
Palco 25 de Abril

Palco Novos Valores:

  • Mad Dogs (Porto)
  • Void Maze (Viseu)
  • Jah Riot (Aveiro)
  • Quarteto Minguante (Coimbra)
  • Ashes (Santarém)
  • Black Bombain (Lisboa)
  • La Dupla (Setúbal)
  • Canhões de Guerra (Tavira)
  • Reckless (Porto)
  • 17icos (Lisboa)
  • Puzzle (Lisboa)
  • Arsha (Setúbal)

Para mais informações consulta a página:

http://www.pcp.pt ou http://www.jcp-pt.org

Segunda-feira, Agosto 21, 2006

OS QUE LUTAM

"Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis."
Bertold Brecht

NA GUERRA MUITAS COISAS CRESCERÃO

Ficarão maiores
As propriedades dos que possuem
E a miséria dos que não possuem
As falas do guia
E o silêncio dos guiados.
Bertold Brecht

Domingo, Agosto 20, 2006

As Minhas 5 Manias

"Cada blogger nomeado tem de enumerar cinco manias suas, hábitos pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de tornar público o conhecimento dessas particularidades, terão de nomear cinco outros bloggers para participarem igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs, aviso do 'recrutamento'. Além disso cada participante deve reproduzir este 'regulamento' no seu blog."
1ª Mania:
Tenho a mania de dedicar letras de músicas, poemas, citações ou frases conhecidase por vezes em casos muito especiais, dedico coisas da minha autoria, a quase todas as pessoas que se cruzam comigo e que de alguma forma mudaram a minha vida.
2ª Mania:
Tenho a mania de me "sentar à chinês" em qualquer lugar (dentro de uns certos limites, claro).
3ª Mania:
Tenho a mania de "adaptar" os sacos ou carteiras para as segurar só na cinta.
4ª Mania:
Tenho a mania de escrever com pouca luminosidade, escrever muito e tento sempre explicar tudo o mais pormenorizadamente possível.
5ª Mania:
Tenho a mania de ler e guardar todos os panfletos ou brochuras que "me aparecem à frente"(dentro destes, adoro os de supermercado, para memorizar os preços das coisas).
Aqui só estão 5 mas existem muitas mais, acreditem...lol...

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Sexta-feira, Agosto 18, 2006

Citação de Karl Marx

"A religião é o suspiro da criança acabrunhada, o coração de um mundo sem coração, assim como também o espírito de uma época sem espírito. Ela é o ópio do povo."

As Palavras Mais Importantes

As seis palavras mais importantes:
ADMITO QUE O ERRO FOI MEU
As cinco palavras mais importantes:
TU FIZESTE UM BOM TRABALHO
As quatro palavras mais importantes:
QUAL A TUA OPINIÃO?
As três palavras mais importantes:
FAÇA O FAVOR
As duas palavras mais importantes:
MUITO OBRIGADO
A palavra mais importante:
NÓS
Bob Tasca

Amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.

Eles não iriam acreditar!

Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.

Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.

Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinícius de Moraes

Sábado, Agosto 12, 2006

A felicidade exige valentia.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa - 70º aniversário da sua morte

Quinta-feira, Agosto 03, 2006

The Dreamer

Quarta-feira, Agosto 02, 2006

Para Pensar

Concordo plenamente com a citação que Sweet Serenity deixou...precisamos de citações e pensamentos deste género para que ao lermos tenhámos consciencia de que a vida não é só poder, riqueza, destruição e muitos outros aspectos negativos que o homem sendo um ser racional faz prevalecer...o homem ou... certos homens...são supostamente racionais e vivendo em comunidade deveriam saber respeitar-se mutuamente,no entanto,até os animais(ditos irracionais)conseguem fazê-lo muito melhor que muitos homens... Por favor, não me venham com histórias de que os "Senhores"(o que será isto na perspectiva de quem o diz?) do Mundo, fazem de tudo para manter a civilização unida e respeitada(isto é uma falta de respeito pelas pessoas que têm "dois dedos de testa")... mas o mundo não somos todos nós?...porque é que não conseguimos fazer nada?Porque somos oprimidos de cada vez que tentamos mostrar as nossas ideias para um mundo melhor? A resposta é simples: é porque há tanta hipocrisia e falsidade, que muitas das pessoas que dizem querer mudar o mundo, só o fazem para ficarem bem perante as outras(vivemos num mundo podre guiado pelas aparências e jogos de poder), e no fundo o seu objectivo é exactamente o mesmo dos que oprimem as ideias e as acções de quem realmente quer mudar esta selva em que habitamos... Sei que o meu pensamento é deveras utópico,mas se todos pensarmos que ele se pode tornar numa realidade, ele deixará de ser utópico...(já alguém dizia isto,e eu talvez por ignorância não saiba dizer quem é.) Como diz Augusto Cury num dos seus livros "Se todos sonharmos este sonho ele deixará de ser apenas um sonho". Julgo que esta frase traduz muito... Mas lá vamos bater ao mesmo fundo onde está o cerne para resolver esta questão...para que o mundo mude é preciso mudarem também as mentalidades(o grave problema da sociedade...a mentalidade rude e mesquinha escondida por trás de uma máscara dita civilizada)...e só assim poderemos progredir para uma verdadeira civilização... Sei que poderei estar a repetir demasiadas vezes as mesmas ideias...mas talvez assim todas as pessoas que lerem este "post" pensem um bocadinho mais acerca daquilo que é o mundo em que vivemos e que tentem não adoptar uma atitude conformista face a tudo o que de errado se passa...
Catarina Mendo

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Citação

"Acho que a maior parte das pessoas não se preocupa em saber o que é e por isso não põe no mundo a riqueza que lhe poderia dar que era o bocadinho da sua individualidade." Alçada Baptista [Sorrateiramente dou o meu primeiro passo neste novo blog.]

Segunda-feira, Julho 31, 2006

A Futilidade do Homem(?) "Civilizado"

The Simpsons & South Park

Domingo, Julho 30, 2006

My Books

Peace and Love

Che Guevara

Segunda-feira, Julho 24, 2006

Quero sentir as tuas unhas passarem nas minhas costas a provocarem-me arrepios excitantes
Quero os teus beijos no meu pescoço a realçar gemidos atordoantes
Tuas mãos a percorrerem meu corpo como um rio na direcção do mar
Teu peito sobre o meu como o mar sobre a areia
Teus joelhos flectidos evitando todo o teu corpo sobre o meu com a única intenção de me interiorizar repetida e incessantemente até nos satisfazer totalmente…
Autoria: Catarina Mendo

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Imagino e sinto o tocar incessante e ardente dos teus lábios nos meus… Sinto o bater do coração acelerado, transportando o sangue até às temporas fazendo-as latejar provocando pequenos estalidos ensurdecedores, que me fazem sobressaltar de cada vez que as nossas línguas se tocam… Sinto suores frios que me arrepiam e me deixam excitada ao ponto de te querer amar sem limites de uma forma tão pura e natural que acabará após alguns segundos, e...fará recomeçar todo o processo com um profundo mas simples beijo desejado. Autoria: Catarina Mendo

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Sofrimento
Saberei o que é?
Penso sabê-lo e não sei?
Sei…
Julgo que sei…
Mas a única coisa que sei…
É o que para mim significa!
É chorar sem razão
É não conseguir atingir os meus objectivos
É magoar o meu orgulho por amor
É amar incorrespondidamente
Sentir-me mal com a morte de alguém de quem gostava
É gostar de alguém e não lhe poder dizer
É ter receio de viver
É pensar de mais
É sentir de mais
É querer morrer querendo viver…
Autoria: Catarina Mendo

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Quinta-feira, Julho 20, 2006

Manel Cruz

Sozinho_Caetano Veloso

Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado,
juntandoo antes, o agora e o depois
por que você me deixa tão solto?
por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho!
Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus segredos e planos secretos
só abro pra você mais ninguém
por que você me esquece e some?
e se eu me interessar por alguém?
e se ela, de repente, me ganha?
Quando a gente gosta
é claro que a gente cuida
fala que me ama
só que é da boca pra fora
ou você me engana
ou não está madura
onde está você agora?
Quando a gente gosta
é claro que a gente cuida
fala que me ama
só que é da boca pra fora
ou você me engana
ou não está maduro
onde está você agora?

Chuvas de Verão_Caetano Veloso

Podemos ser amigos simplesmen...te
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado, do presente
Repetem velhos temas tão banais
Ressentimentos passam como o vento
São coisas de momento
São chuvas de verão
Trazer uma aflição dentro do peito.
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais
Podemos ser amigos simplesmente
Amigos, simplesmente, e nada mais.
Podemos ser amigos simplesmente
Amigos, simplesmente, nada mais

Sábado, Julho 15, 2006

O.M.E.M._Ornatos Violeta

Sente o nervo da manhã
Vê como vibra para ti
Vai ditar o rumo da razão
Vê como olham para trás
Vê como aguardam tua vez
Do prisma inverso da ascenção
Ascender
E acordei na minha cruz
A mesma carne
A mesma luz
Um nada após a mortificação
E o melhor é que aprendi a
A minha luta por aqui
Voltámos a pisar o chão
Dá-me a tua mão
E vamos ser alguém
A vida é feita para nós
Acordar é bom
Mais fácil é dormir
Mas nem dormindo estamos sós
Eu fui tão mau para mim
Eu fui tão pouco para nós
Bem que o meu pai quase me avisou
Eu nasci sem entender
A forma certa de viver
Até que a vida me ensinou
Aprender
O que eu quis mostrar ao mundo
Era tão forte e tão profundo
Eu quase me afoguei na emoção
Visitou-me um velho amigo
Outrora solto em meu umbigo
Eu dei-lhe abrigo na prisão
Só que eu já não sei
Mudou a força da razão
E não fui eu que a mudei
A vida tem um peso para nós
E pesa quando estamos sós
Dá-me a tua mão
E vamos ser alguém
A vida é feita para nós
Acordar é bom
Mais fácil é dormir
Mas nem dormindo estamos sós
O.M.E.M.
Oh mãe!
Foi tão bom para ti
Como foi para mim

Pára de Olhar para mim_Ornatos VIoleta

Ao ver meu quarto aberto
Alguém entrou
Só no acender da luz
Vê que eu não estou
Eu jurei
Quando eu voltar
Ninguém mais vai entrar
Para sempre eu vou esperar por ti
Pára de olhar para mim
Deixa-me ser alguém
Tão cedo não vais ver ninguém
Ao ver meu quarto aberto
Alguém pensou
Foi para mim que alguém assim o deixou
Para quê mentir
Se eu bem sei
Que não há ninguém igual
Para sempre eu vou esperar por ti
Pára de olhar para mim
Deixa-me ser alguém
Tão cedo não vais ver ninguém
Guardar cá dentro amor
Não nos faz nada bem
Quando cá fora o ódio quer entrar
Fui morar pra paixão
Pois eu sei
Que não há melhor lugar
Para sempre eu vou esperar por ti
Pára de olhar para mim
Deixa-me ser alguém
Tão cedo não vais ver ninguém
Eu só quero dar-te alguém melhor

Ouvi Dizer_Ornatos Violeta

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!
by Ornatos Violeta

Notícias do Fundo_Ornatos Violeta

Dá notícias do fundo
Como passam teus dias
Diz se a razão nos chega para viver
Se amor nos serve Amor não dá de comer
Fico melhor assim
Em todo o caso vai pensando em mim
Se tocámos em alguma coisa
Se me chamas por algum motivo
Se nos podem ver
Se nos podem tocar
Meu desejo
É morrer na paz do teu beijo
Sem futuro
É lutar por um beijo mais puro
Eu vou estar sempre aqui
Nada vai mudar
Sinto-te arder no meu fundo
Eu vou estar sempre aqui
Nada vai mudar
Sinto-te entrar no meu mundo
Fundo
Nós tocámos em algumas coisas
Nós seguimos por alguns sentidos
Se nos podem ver
Não nos podem tocar
Meu desejo
É morrer na paz do teu beijo
Sem futuro
É lutar por um beijo mais puro

Letra S_Ornatos Violeta

Quero ser só,
Quero ter só algo mais,
Que eu nada sou sem companhia.
Diz-me quem eu sou como se o não fosse.
A rua quebra-me a força negativa.
Sorrir,
Não é pêra doce!
Diz-me quem eu sou como se o não fosse.
Matei o monstro da monagamia,
e a minha vida parou na letra S.
A minha mão não quer,
Que eu mate agora,
Eu mesmo nunca sei.
Eu posso dar,
Posso dar mundo,
Tal fosse um copo grande embora sem o fundo.
Eu não entendo mas amo quem tu és,
E que assim sendo padeço a teus pés.
Matei o monstro da monagamia,
e a minha vida parou na letra S.

Deixa Morrer_Ornatos Violeta

Eu vi que eu sou capaz
Eu posso até sentir
Isso vai fazer-nos tão bem
Não nos deixei mentir
E agora tanto faz
Vou dar o mundo a quem
E aparece assim
Acendeu-se a luz
Estão vivos outra vez
Amar é bom se houver
No fundo de um de nós
Alguma solidão
Eu calo a minha voz
É tão bom ser mulher
Descobrir quais são
E aparece assim
Acendeu-se a luz
Estão vivos outra vez
Se é tão bom de ouvir
Vivo para ti
Até o nosso amor morrer
Se eu não for capaz
Eu espero vê-lo em ti
Eis como me ajudar
Sentir não é mostrar
E dar não é sentir
É morrer em paz
E aparece assim
Acendeu-se a luz
Estão vivos outra vez
Se é tão bom de ouvir
Vivo para ti
Até o nosso amor morrer
Mas deixa o nosso amor morrer

Coisas_Ornatos Violeta

Leva qualquer eu a meu dia
Dá-me paz eu só quero estar bem
Foi só mais um quarto uma cama
No meu sonho era tudo o que eu queria
Quando alguém deixar de viver aqui
Espera que ao voltar seja para ti
Nada vai ser fácil
Nunca foi
Quando alguém deixar de te dar amor
Pensa que há quem viva do teu calor
Hoje é só um dia
E vai voltar amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas
Se uma voz nos diz que é viver em vão
Pra que raio fiz eu esta canção
E se o fim é certo
Eu quero estar cá amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou quase a viver

Chaga_Ornatos Violeta

Foi como entrar
Foi como arder
Para ti nem foi viver
Foi mudar o mundo
Sem pensar em mim
Mas o tempo até passou
E és o que ele me ensinou
Uma chaga pra lembrar que há um fim
Diz sem querer poupar meu corpo
Eu já não sei quem te abraçou
Diz que eu não senti teu corpo sobre o meu
Quando eu cair
Eu espero ao menos que olhes para trás
Diz que não te afastas de algo que é também teu
Não vai haver um novo amor
Tão capaz e tão maior
Para mim será melhor assim
Vê como eu quero
E vou tentar
Sem matar o nosso amor
Não achar que o mundo é feito para nós
Foi como entrar
Foi como arder
Para ti nem foi viver
Foi mudar o mundo
Sem pensar em mim
Mas o tempo até passou
E és o que ele me ensinou
Uma chaga pra lembrar que há um fim

Sexta-feira, Julho 14, 2006

Uma noite para comemorar

Esta é só uma noite para partilhar
qualquer coisa que ainda podemos guardar cá dentro
um lugar a salvo
Parou de correr
Quando nada bate certo
E se fica a céu aberto
Sem saber o que fazer
Esta é uma noite para comemorar
Qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo
um lugar para nós
onde demorar
Quando nada faz sentido
E se fica mais perdido
e se anceia pelo abraço de um amigo
Esta é só uma noite para me vingar
do que a vida foi fazendo sem nos avisar
foi-se acumulando em fotografias
em distâncias e saudades
Numa dor que nunca acaba
e faz transbordar os dias
Esta é uma noite para me lembrar
Que há qualquer coisa infinita como um firmamento
Um sorriso, um abraço
Que transcende o tempo
e ter medo como dantes
de acordar a meio da noite
a precisar de um regaço
Esta é só uma noite para partilhar
Qualquer coisa que ainda podemos guardar cá dentro
Um lugar a salvo
Parou de correr
Quando nada bate certo
E se fica a céu aberto
Sem saber o que fazer
Esta é uma noite para comemorar
Qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo
Um lugar para nós
Onde demorar
Quando nada faz sentido
E se fica mais perdido
e se anceia pelo abraço de um amigo
By Mafalda Veiga

Um pouco de Céu

Só hoje senti
que o rumo a seguir
levava pra longe
senti que este chão
já não tinha espaço
pra tudo o que foge
não sei o motivo pra ir
só sei que não posso ficar
não sei o que vem a seguir
mas quero procurar
e hoje deixei
de tentar erguer
os planos de sempre
aqueles que são
pra outro amanhã
que há-de ser diferente
não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu
só hoje esperei
já sem desespero
que a noite caísse
nenhuma palavra
foi hoje diferente
do que já se disse
e há qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim
e há uma força a vencer
qualquer outro fim
não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu
By Mafalda Veiga

Morrer para ser preciso

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada.
Fui eu que julgei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada.
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada.
Fui eu que julgei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada.
E deixar me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim
emaranhar-me no mundo, e morrer para ser preciso,
Nunca por chegar, ao fim. Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julgei que podia arrancar sempre, mais uma madrugada.
E deixar-me devorar pelos sentidos,
E rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
Nunca por chegar ao fim.
E deixar-me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
nunca por chegar ao fim.
E deixar-me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
nunca por chegar ao fim.
E deixar-me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
nunca por chegar ao fim.
By Mafalda Veiga

Gente Perdida

Eu fui devagarinho
com medo de falhar
não fosse esse o caminho certo
para te encontrar
fui descobrindo devagar
cada sorriso teu
fui aprendendo a procurar
por entre sonhos meus
eu fui assim chegando
sem entender porquê
já foram tantas vezes tantas
assim como esta vez
mas é mais fundo o teu olhar
mais do que eu sei dizer
é um abrigo pra voltar
ou um mar pra me perder
lá for a o vento
nem sempre sabe a liberdade
a gente finge
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta
eu fui entrando pouco a pouco
abria a porta e vi
que havia lume aceso
e um lugar pra mim
quase me assusta descobrir
que foi este sabor
que a vida inteira procurei
entre a paixão e a dor
lá for a o vento
nem sempre sabe a liberdade
gente perdida
balança entre o sonho e a verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta
lá for a o vento
nem sempre sabe a liberdade
a gente finge
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto bebe, dança e ri
eu trago-te comigo
e guardo este abraço só para ti
By Mafalda Veiga

Fragilidade

Talvez pudesse o tempo parar
Quando tudo em nós se precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera
Houvesse um canto para se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse como um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade
Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve
Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar
E é tudo tão fugaz e tão breve
Como os reflexos da lua no rio
Tudo aquilo que se agarra e já fugiu
É tudo tão fugaz e tão breve
By Mafalda Veiga

Eu não sei dizer

O silencio, deixa-me ileso
E que importancia tem?
Se assim, tu ves em mim
Alguem melhor que alguem
Sei que minto, pois o que sinto
Nao é diferente de ti
Nao cedo, este segredo
E fragil e é meu
Eu nao sei...
Tanto, sobre tanta coisa
Que as vezes tenho medo
De dizer aquelas coisas
Que fazem chorar
Quem te disse, coisas tristes
Nao era igual a mim
Sim, eu sei, que choro
Mas eu posso, querer diferente pra ti
Eu nao sei...
Tanto, sobre tanta coisa
Que as vezes tenho medo
De dizer aquelas coisas
Que fazem chorar
E nao me perguntes nada
Eu nao sei dizer...
By Silence 4

Algo Teu

É só o nada a bater-nos à porta
E a mim importa-me que estejas a meu lado
Enquanto o medo vai dançando à nossa volta
É só uma imagem que sonhámos doce imagem
Nada que um dia após o outro reproduza
Mas meu amor estaremos sempre de passagem
Esquece o que eles dizem sobre um grande amor
Quem podia mais querer-te como eu
Nada que acredite conseguir mostrar pois é algo teu
By Pluto in Bom Dia

Terça-feira, Julho 11, 2006

Os Pêssegos

Lembram adolescentes nus:
a doirada pele das nádegas
com marcas de carmim, a penugem
leve, mais encrespada e fulva
em torno do sexo distendido
e fácil, vulnerável aos desejos
de quem só o comtempla e não ousa
aproximar dos flancos matonais
a crepuscular lentidão dos dedos.
Eugénio de Andrade